Simples Nacional 2026: Tudo o que sua empresa precisa saber
O Simples Nacional continua sendo a opção tributária preferida para a grande maioria das micro e pequenas empresas no Brasil. A proposta de simplificar o recolhimento de impostos em uma única guia (DAS - Documento de Arrecadação Do Simples Nacional) é, sem dúvida, um grande atrativo.
Mas, como tudo no Brasil, as regras mudam com frequência. E para 2026, é importante estar atento a alguns detalhes que podem impactar diretamente o bolso da sua empresa.
Neste guia, vamos atualizar você sobre as principais regras, tabelas e o que esperar para este ano.
O que é o Simples Nacional?
É um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, previsto na Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Ele abrange a participação de todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).
Quem pode optar pelo Simples Nacional?
Podem optar pelo Simples Nacional as empresas que:
- Se enquadrem na definição de Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP);
- Cumpram os requisitos previstos na legislação;
- Formalizem a opção pelo Simples Nacional.
Limites de Faturamento:
- Microempresa (ME): Receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00.
- Empresa de Pequeno Porte (EPP): Receita bruta superior a R$ 360.000,00 e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00.
Tabelas e Alíquotas (Anexos)
O valor do imposto a pagar depende da atividade da sua empresa (CNAE) e da faixa de faturamento acumulado nos últimos 12 meses (RBT12).
As atividades são divididas em 5 Anexos:
- Anexo I: Comércio (alíquotas a partir de 4%).
- Anexo II: Indústria (alíquotas a partir de 4,5%).
- Anexo III: Serviços de instalação, reparos, manutenção, agência de viagens, escritórios de contabilidade, academias, laboratórios, medicina e odontologia (alíquotas a partir de 6%).
- Anexo IV: Serviços de limpeza, vigilância, obras, construção de imóveis, serviços advocatícios (alíquotas a partir de 4,5%).
- Anexo V: Serviços de auditoria, jornalismo, tecnologia, publicidade, engenharia (alíquotas a partir de 15,5%).
Fator R: O segredo para pagar menos impostos
Uma das regras mais importantes para prestadores de serviços (Anexos III e V) é o Fator R.
Se a sua folha de pagamento (incluindo pró-labore) for igual ou superior a 28% do seu faturamento, sua empresa pode ser tributada pelo Anexo III (começando em 6%) ao invés do Anexo V (que começa em 15,5%).
Isso significa uma economia gigantesca! Por isso, muitas vezes vale a pena aumentar o pró-labore dos sócios para atingir esse percentual e pagar menos imposto na PJ.
O que muda em 2026?
A Reforma Tributária continua sendo discutida e implementada gradualmente. Para 2026, as principais atenções devem ser:
- Novos Limites de Faturamento: Há discussões no Congresso para atualizar o teto do MEI e do Simples Nacional, que estão defasados pela inflação. Fique atento a possíveis aumentos no limite de R$ 81 mil para MEI e R$ 4,8 milhões para EPP.
- NFS-e Nacional: A obrigatoriedade da emissão pelo sistema nacional deve se expandir para mais categorias.
- Fiscalização Eletrônica: O cruzamento de dados entre Receita Federal, bancos e cartões de crédito está cada vez mais preciso. "Esquecer" de emitir nota fiscal é um risco altíssimo.
Como o BoraNota ajuda?
Manter o controle do faturamento para não estourar o limite do Simples Nacional é crucial.
Com o BoraNota, você monitora em tempo real:
- Faturamento acumulado (últimos 12 meses).
- Previsão de impostos a pagar.
- Emissão correta de notas fiscais para cada serviço.
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